Resumo: Geração compartilhada é o modelo que permite a várias pessoas usarem os créditos de uma mesma usina solar, sem precisar instalar painéis no próprio imóvel. O autoconsumo remoto é parecido, mas restrito ao mesmo titular em diferentes endereços. Ambos são regulamentados pela ANEEL e pela Lei 14.300/2022. É esse modelo que sustenta a energia solar por assinatura da Multiluz Fácil, onde os créditos de usinas próprias do Grupo Multiluz são distribuídos diretamente na conta de luz dos assinantes na Cemig.
Quem disse que energia solar só funciona para quem tem telhado? Desde 2012, a ANEEL regulamentou formas de consumir energia solar sem instalar nenhum painel no próprio imóvel. E desde 2022, com o Marco Legal da Geração Distribuída, essas regras ficaram ainda mais claras e acessíveis.
O problema é que pouquíssimas pessoas conhecem esses modelos pelo nome técnico: geração compartilhada e autoconsumo remoto. Muita gente que poderia estar economizando na conta de luz agora mesmo não sabe que tem esse direito regulamentado. Segundo a própria ANEEL, qualquer consumidor conectado à rede de distribuição pode participar do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), inclusive por meio dessas modalidades coletivas.
Neste guia, você entende o que cada modelo significa, a diferença entre os dois, quem pode participar e como isso se conecta à assinatura de energia solar da Multiluz Fácil.

O que é geração compartilhada de energia solar?
Geração compartilhada é o modelo em que um grupo de consumidores se une para usar a energia gerada por uma mesma usina solar, dividindo os créditos proporcionalmente entre as unidades cadastradas. Cada participante recebe sua cota de créditos diretamente na conta de luz, sem precisar ter nenhum painel instalado no próprio imóvel. Os créditos têm validade de 60 meses e são abatidos automaticamente nas faturas mensais.
Esse modelo foi regulamentado originalmente pela Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012 e consolidado pelo Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022), que ampliou as formas de participação para incluir consórcios, cooperativas e condomínios voluntários, conforme explica a Aldo Solar. A Resolução Normativa 1.059/2023 da ANEEL detalhou os requisitos técnicos para conexão e as regras de distribuição dos créditos entre os participantes.
O que é autoconsumo remoto e como é diferente da geração compartilhada?
O autoconsumo remoto é parecido com a geração compartilhada, mas tem uma diferença importante: no autoconsumo remoto, a energia é gerada e consumida pelo mesmo titular, em endereços diferentes. Um exemplo claro: você tem painéis solares instalados na sua casa e quer usar os créditos excedentes na sua loja, que tem outro endereço mas está no mesmo CPF ou CNPJ. Isso é autoconsumo remoto.
Já na geração compartilhada, os participantes podem ser titulares diferentes, reunidos em consórcio, cooperativa ou condomínio voluntário. É o modelo que viabiliza a energia solar por assinatura, onde pessoas que não se conhecem compartilham os créditos de uma mesma usina, cada uma na proporção que contratou, conforme define a ANEEL. Para entender melhor as diferenças entre sistemas conectados à rede e sistemas isolados, veja o guia sobre a diferença entre sistema on-grid e off-grid.
Quem pode participar da geração compartilhada?
Pode participar qualquer consumidor residencial, comercial ou industrial conectado à rede de distribuição da mesma concessionária onde a usina está instalada. Não é preciso ter imóvel próprio, telhado disponível ou qualquer estrutura física. O único requisito é ter uma conta de luz ativa no nome do CPF ou CNPJ que vai receber os créditos.
A participação pode ser feita de três formas: individualmente, por meio de consórcio ou cooperativa formada para esse fim, ou por condomínio voluntário de consumidores. Empresas com filiais em diferentes endereços dentro da mesma área de concessão também podem concentrar a geração em um ponto e distribuir os créditos entre as unidades, usando o autoconsumo remoto, segundo a Helexia. Para entender como a assinatura funciona na prática para quem mora de aluguel ou em apartamento, veja o post sobre energia solar em apartamento.
Como os créditos de geração compartilhada aparecem na conta de luz?
Os créditos aparecem automaticamente na fatura mensal da concessionária, abatendo o valor do consumo do período. Se o crédito for maior que o consumo do mês, o saldo fica guardado por até 60 meses e vai sendo usado gradualmente nas contas seguintes. A distribuidora tem até 30 dias para operacionalizar o registro da participação e começar a distribuir os créditos após a adesão, conforme regras da Aldo Solar.
Uma atenção importante em 2026: os créditos de geração compartilhada de novos projetos estão sujeitos ao Fio B, que está em 60% este ano e sobe para 90% em 2028. Isso significa que a energia injetada na rede pela usina e recuperada pelos participantes como crédito tem um desconto progressivo. Para entender o impacto do Fio B no valor dos créditos, veja o guia completo sobre o Fio B de 2026 a 2029.
Como a Multiluz Fácil usa a geração compartilhada na prática
A Multiluz Fácil, empresa do Grupo Multiluz, opera exatamente nesse modelo. O grupo construiu e opera usinas solares próprias em Minas Gerais, incluindo a Usina Vale do Aço I, em Engenheiro Caldas, com capacidade de 425 mil kWh por mês. Clientes que assinam o plano da Multiluz Fácil recebem uma cota dos créditos gerados por essas usinas, que são abatidos diretamente na conta de luz da Cemig todos os meses.
A diferença em relação a modelos genéricos de assinatura é que a Multiluz Fácil usa infraestrutura própria do grupo, não energia comprada de terceiros. Isso garante mais estabilidade no fornecimento e na distribuição dos créditos. Para entender como esse modelo se compara à instalação de um sistema próprio em termos de economia e retorno, veja o guia sobre energia solar por assinatura ou financiamento.
Geração compartilhada tem o mesmo impacto que um sistema próprio?
Não. A economia gerada pela geração compartilhada costuma ser menor do que em um sistema próprio instalado no telhado. Em um sistema próprio, a redução na conta de luz pode chegar a 95%, porque o painel abastece diretamente o imóvel sem passar pela rede. Na geração compartilhada, a economia fica geralmente entre 10% e 20%, porque os créditos têm o desconto do Fio B e a cota de participação é proporcional ao investimento ou ao plano contratado.
Para quem tem imóvel próprio com telhado disponível, o sistema próprio instalado pela Multiluz Solar entrega retorno maior no longo prazo. Para quem mora de aluguel, em apartamento ou simplesmente não quer lidar com obra e investimento inicial, a geração compartilhada via Multiluz Fácil é a forma mais rápida de começar a economizar. Para entender as faixas de investimento de um sistema próprio, veja o guia sobre quanto custa instalar painel solar em casa.
Simule sua economia na calculadora da Multiluz Solar →
Conclusão
Geração compartilhada e autoconsumo remoto são modalidades regulamentadas pela ANEEL que permitem economizar na conta de luz sem instalar nenhum painel no próprio imóvel. O primeiro reúne titulares diferentes em torno de uma usina comum. O segundo permite que o mesmo titular use créditos de uma usina em endereços diferentes. Ambos estão consolidados na Lei 14.300/2022 e na Resolução 1.059/2023.
Em Minas Gerais, a Multiluz Fácil opera no modelo de geração compartilhada com usinas próprias do Grupo Multiluz, distribuindo créditos diretamente na conta da Cemig dos assinantes. Quem quer começar a economizar sem obra pode entrar em contato com a equipe pelo WhatsApp do Grupo Multiluz.
Perguntas Frequentes
O que é geração compartilhada de energia solar?
Geração compartilhada é o modelo em que um grupo de consumidores com titulares diferentes compartilha os créditos de energia gerados por uma mesma usina solar. Cada participante recebe sua cota de créditos abatida diretamente na conta de luz, sem precisar ter nenhum painel instalado no próprio imóvel. Os créditos têm validade de 60 meses.
Qual a diferença entre geração compartilhada e autoconsumo remoto?
Na geração compartilhada, os participantes podem ter CPFs ou CNPJs diferentes, reunidos em consórcio, cooperativa ou condomínio voluntário. No autoconsumo remoto, a energia é gerada e consumida pelo mesmo titular em endereços diferentes. Por exemplo: painéis na casa e créditos usados na loja, ambos no mesmo CPF.
Quem pode participar da geração compartilhada em Minas Gerais?
Qualquer consumidor com conta de luz ativa na Cemig pode participar, seja pessoa física ou jurídica, independentemente de ter telhado disponível ou imóvel próprio. O único requisito é estar na área de concessão da mesma distribuidora onde a usina está instalada. Inquilinos e moradores de apartamento também podem participar.
A geração compartilhada sofre desconto do Fio B?
Sim. Créditos gerados por usinas de novos projetos (homologados após janeiro de 2023) estão sujeitos ao Fio B, que em 2026 está em 60% e sobe para 90% em 2028. Isso reduz o valor dos créditos recebidos pelos participantes em comparação com o que seria gerado sem o desconto. Usinas homologadas antes de janeiro de 2023 têm isenção do Fio B até 2045.
Como a Multiluz Fácil funciona com a geração compartilhada?
A Multiluz Fácil distribui cotas dos créditos gerados pelas usinas próprias do Grupo Multiluz em Minas Gerais para os assinantes do plano. Os créditos são abatidos automaticamente na conta de luz da Cemig todo mês, sem nenhuma obra ou investimento inicial por parte do assinante. O processo de adesão é totalmente digital.

