Energia solar entre matriz e filial: como funciona

Sumário

Resumo: Empresas com matriz e filiais sob o mesmo CNPJ podem instalar um sistema solar em uma unidade e usar os créditos gerados para abater a conta de luz das demais, através do modelo chamado autoconsumo remoto. A exigência principal é que todas as unidades tenham a mesma titularidade e sejam atendidas pela mesma distribuidora. Isso permite concentrar o investimento na unidade com melhor espaço e incidência solar. Fale com a MTZ Solução em Energia para estruturar esse tipo de projeto.


Se sua empresa tem matriz e uma ou mais filiais, você já deve ter se perguntado se é possível instalar energia solar em apenas um endereço e aproveitar a economia em todas as unidades. A resposta é sim, e o modelo que viabiliza isso já é regulamentado há anos pela ANEEL.

Neste post, você vai entender como funciona a compensação de créditos de energia solar entre matriz e filial, os requisitos para aderir a esse modelo, e por que ele pode ser mais vantajoso do que instalar sistemas separados em cada unidade.

Energia solar entre matriz e filial

É possível usar créditos de energia solar da matriz na filial?

Sim, esse modelo é chamado de autoconsumo remoto, e permite que uma empresa instale o sistema solar em uma unidade e use o excedente de energia gerado para compensar o consumo de outras unidades, desde que todas estejam registradas sob o mesmo CNPJ.

Isso significa que você não precisa instalar um sistema solar separado em cada endereço da empresa. Pode concentrar o investimento na unidade com melhor espaço físico e incidência solar, e distribuir os créditos gerados entre matriz e filiais conforme a necessidade de cada uma.

Qual o requisito principal para aderir ao autoconsumo remoto entre unidades?

O requisito central é a titularidade: todas as unidades consumidoras envolvidas, incluindo matriz e filiais, precisam ter a conta de energia registrada sob o mesmo CNPJ, e estar dentro da área de atendimento da mesma distribuidora de energia.

Isso diferencia o autoconsumo remoto da geração compartilhada, que permite reunir CNPJs diferentes através de consórcio ou cooperativa. No autoconsumo remoto, a relação é direta entre o titular único e a distribuidora, sem necessidade de constituir uma nova entidade jurídica para administrar o compartilhamento.

Como funciona a divisão dos créditos entre as unidades?

A unidade onde o sistema solar está instalado tem prioridade no uso da energia gerada para seu próprio consumo, e apenas o excedente é convertido em créditos, distribuídos entre as demais unidades conforme percentual definido previamente pela empresa junto à distribuidora.

Essa distribuição pode ser ajustada conforme a necessidade de cada unidade, permitindo priorizar, por exemplo, a filial com maior consumo de energia elétrica. Os créditos não utilizados em um mês ficam disponíveis por até 60 meses, podendo compensar períodos de menor geração solar.

Por que concentrar o sistema em uma única unidade pode ser mais vantajoso

Por que concentrar o sistema em uma única unidade pode ser mais vantajoso?

Concentrar o sistema em uma unidade com melhor espaço, orientação solar e incidência de luz pode gerar mais energia com um investimento mais eficiente do que instalar sistemas menores e menos otimizados em cada endereço separadamente.

Isso é especialmente relevante para empresas com filiais em espaços urbanos menores ou com telhados inadequados para instalação, mas que têm uma unidade, como um centro de distribuição ou galpão, com espaço mais amplo e boa incidência solar. Antes de decidir o tamanho do sistema, vale calcular quantos kWp você precisa considerando o consumo somado de todas as unidades participantes.

Posso usar créditos gerados pela empresa em um imóvel residencial?

Não. Os créditos gerados por um sistema registrado em nome de uma pessoa jurídica (CNPJ) não podem ser transferidos para uma unidade consumidora registrada em nome de pessoa física (CPF), mesmo que seja o mesmo sócio ou responsável pela empresa.

Essa separação é importante para o planejamento: se você quer economia tanto na empresa quanto na residência, são necessários dois sistemas ou dois arranjos de créditos separados, um para as unidades empresariais e outro para o imóvel pessoal.

Existe respaldo regulatório oficial para esse modelo

Existe respaldo regulatório oficial para esse modelo?

Sim, o autoconsumo remoto é regulamentado pela ANEEL desde a Resolução Normativa 687/2015, que estabeleceu as regras de compensação de créditos entre unidades consumidoras de mesma titularidade, incluindo explicitamente matriz e filial no caso de pessoas jurídicas.

Segundo a ANEEL, esse modelo faz parte do conjunto de regras de geração distribuída que ampliaram as formas de acesso à energia solar no Brasil, dando segurança jurídica para empresas que já usam ou pretendem usar essa estratégia entre suas unidades.

Conclusão

Empresas com matriz e filiais sob o mesmo CNPJ têm uma vantagem real ao considerar energia solar: podem concentrar o investimento na unidade com melhor potencial de geração e distribuir os créditos entre todas as unidades, otimizando o retorno sem precisar instalar sistemas separados em cada endereço.

Quer estruturar um projeto de autoconsumo remoto para sua empresa? Fale com a MTZ Solução em Energia e receba uma análise técnica completa.


Perguntas Frequentes

Posso instalar energia solar na matriz e usar os créditos na filial?

Sim, esse modelo é chamado de autoconsumo remoto, desde que matriz e filial estejam registradas sob o mesmo CNPJ e sejam atendidas pela mesma distribuidora de energia.

Qual a diferença entre autoconsumo remoto e geração compartilhada?

No autoconsumo remoto, todas as unidades precisam ter o mesmo CPF ou CNPJ. Na geração compartilhada, CNPJs diferentes podem se unir através de consórcio ou cooperativa para dividir os créditos de uma mesma usina.

Como os créditos são divididos entre matriz e filiais?

A unidade com o sistema instalado tem prioridade no consumo próprio, e o excedente é distribuído entre as demais unidades conforme percentual definido previamente junto à distribuidora.

Posso usar créditos da empresa para abater minha conta residencial pessoal?

Não. Créditos gerados em nome de um CNPJ não podem ser transferidos para uma unidade consumidora registrada em nome de pessoa física, mesmo que seja o mesmo responsável pela empresa.

O autoconsumo remoto entre matriz e filial é regulamentado oficialmente?

Sim, esse modelo é regulamentado pela ANEEL desde a Resolução Normativa 687/2015, que trata da compensação de créditos entre unidades consumidoras de mesma titularidade.

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