Resumo: Empresas do Grupo B (baixa tensão) e Grupo A (média/alta tensão, com demanda contratada) podem reduzir a conta de energia em até 80%, com payback geralmente mais rápido que o residencial, porque o consumo comercial se concentra no horário de maior geração solar. Empresas no regime de Lucro Real também podem usar a depreciação acelerada do sistema para reduzir IRPJ e CSLL. O Grupo Multiluz atende todo esse espectro: a Multiluz Solar cuida do comércio e de pequenas e médias empresas, e a MTZ Solução em Energia atende indústrias e grandes projetos do Grupo A.
A conta de energia costuma ser um dos custos fixos mais altos de uma empresa, e também um dos menos questionados. Diferente de aluguel ou folha de pagamento, ela raramente entra na pauta de redução de despesas, mesmo representando uma fatia relevante do resultado mensal em comércios, escritórios, clínicas e indústrias.
A boa notícia é que essa conta muda completamente quando se coloca energia solar no meio do caminho. Empresas do Grupo B comercial pagam tarifas superiores às residenciais em praticamente todas as distribuidoras do país, e empresas do Grupo A ainda somam o custo fixo da demanda contratada, segundo a OPS Energia. Ao mesmo tempo, o perfil de consumo de um negócio, concentrado durante o horário comercial, é justamente o que torna a energia solar ainda mais vantajosa para empresas do que para residências.
Neste guia, você entende como funciona a energia solar para empresas e comércio, o que muda entre Grupo A e Grupo B, quanto é possível economizar e qual frente do Grupo Multiluz atende o seu porte de negócio.
Como funciona a energia solar para empresas: Grupo A x Grupo B
A energia elétrica para empresas é cobrada de duas formas no Brasil. O Grupo B (baixa tensão) inclui pequenos e médios comércios e cobra apenas pelo consumo em kWh, de forma parecida com a residência. O Grupo A (média e alta tensão) inclui indústrias e grandes comércios, e cobra tanto pelo consumo quanto pela demanda contratada, a potência máxima reservada junto à distribuidora, conforme explica a Aldo Solar.
Essa diferença muda completamente o projeto de energia solar. Para o Grupo B, o dimensionamento segue uma lógica parecida com a residencial: quanto maior o consumo médio mensal, maior o sistema necessário para compensá-lo.
Já para o Grupo A, o projeto precisa considerar a demanda contratada como um teto técnico, já que a potência do sistema fotovoltaico não pode ultrapassar esse valor sem antes solicitar ajuste junto à concessionária, segundo a Canal Solar.
É por isso que projetos comerciais e industriais exigem uma análise técnica mais detalhada do que sistemas residenciais. Para entender como o excedente de energia gerado é convertido em desconto, vale conferir como funciona o sistema de compensação de créditos.
Por que empresas economizam mais rápido que residências
Três fatores tornam o investimento em energia solar tipicamente mais vantajoso para empresas do que para residências, em condições equivalentes. O primeiro é o perfil de consumo: comércios e escritórios concentram a maior parte do uso de energia entre 8h e 18h, exatamente o período de maior geração solar.
Isso significa que uma parcela maior da energia gerada é consumida na hora, sem precisar virar crédito para ser usada depois, o que reduz proporcionalmente o impacto da cobrança do Fio B sobre a energia injetada na rede.
O segundo fator é a escala: sistemas maiores diluem custos fixos de projeto, transporte e mão de obra, o que melhora o custo por kWp instalado à medida que o sistema cresce. O terceiro é o peso da conta de luz no resultado da empresa: cada real economizado vai direto para o lucro operacional, sem passar pela mesma lógica de orçamento doméstico de uma residência.
Grupo A: como a demanda contratada influencia o projeto solar
A demanda contratada é a potência máxima, em kW, que a empresa reserva junto à distribuidora para garantir que todos os seus equipamentos possam funcionar simultaneamente. Diferente do consumo em kWh, ela é cobrada como um valor fixo mensal, independente de quanta energia foi realmente usada, e o sistema solar normalmente não reduz esse custo.
Na prática, isso significa que uma empresa do Grupo A pode zerar boa parte do consumo em kWh com energia solar e ainda assim continuar pagando pela demanda contratada integralmente, a menos que negocie um ajuste desse valor junto à concessionária.
Outro ponto técnico importante: a potência do sistema fotovoltaico instalado normalmente não pode ultrapassar a demanda contratada, sem uma solicitação prévia de aumento ou de demanda específica de geração, a chamada TUSDg.
É justamente por essa complexidade que projetos para indústrias e grandes comércios do Grupo A exigem um estudo técnico aprofundado antes da instalação, algo que muda totalmente em relação a um projeto residencial padrão.
Quanto uma empresa pode economizar e em quanto tempo o investimento se paga
Pequenos comércios do Grupo B costumam ter payback entre 2 e 3 anos, e empresas de médio porte do Grupo A com sistemas entre 75 e 150 kWp apresentam retorno acelerado pela tarifa mais alta, com investimentos a partir de R$ 250 mil para esse porte, segundo a OPS Energia. Em qualquer faixa, quanto maior a tarifa paga hoje e quanto mais o consumo se concentra durante o dia, mais rápido o sistema se paga.
Esses números variam conforme a modalidade tarifária (verde ou azul), o estágio de cobrança do Fio B aplicado ao projeto e a condição de instalação, seja telhado próprio, estrutura metálica ou solo. Por isso, qualquer estimativa de payback que ignore o componente de Fio B tende a superestimar a economia real. O caminho mais seguro é simular com dados reais da própria conta de energia, em vez de usar médias genéricas de mercado.
Benefícios fiscais: depreciação acelerada e dedução de impostos
Empresas tributadas pelo regime de Lucro Real podem depreciar o sistema de energia solar como ativo imobilizado, reduzindo a base de cálculo do IRPJ e da CSLL ao longo dos anos. Em casos específicos, a Lei 14.871/2024 também permite depreciação acelerada para máquinas e equipamentos novos de determinados setores, concentrando a dedução fiscal nos dois primeiros anos.
Na prática, um sistema de R$ 80 mil instalado pode gerar cerca de R$ 8 mil por ano em despesa de depreciação, o que representa uma redução de até R$ 2.720 no imposto devido anualmente, considerando a alíquota combinada de 34% entre IRPJ e CSLL, segundo cálculo da Energia Solar Explicada.
Empresas do Simples Nacional não têm acesso direto a esse mecanismo, já que o regime simplificado não permite dedução de custos da mesma forma. Como cada caso depende do regime tributário e da atividade específica da empresa, o ideal é levar essa análise a um contador antes de fechar o projeto: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação contábil ou tributária especializada.
Pequeno comércio ou indústria de grande porte: qual frente do Grupo Multiluz atende você
O porte e a complexidade do projeto definem qual empresa do Grupo Multiluz é o caminho certo. Para comércios, clínicas, escritórios e pequenas e médias empresas, em geral enquadrados no Grupo B ou em um Grupo A mais simples, a Multiluz Solar atua com o mesmo processo completo usado em projetos residenciais: vistoria, projeto, instalação, homologação na Cemig incluída no contrato e manutenção preventiva contínua para garantir a performance da usina ao longo dos anos.
Já para indústrias, grandes redes de comércio e empresas com demanda contratada elevada, projetos de subestação ou necessidade de armazenamento de energia, a frente indicada é a MTZ Solução em Energia, braço do grupo especializado em engenharia energética de alta complexidade, incluindo usinas solares para investimento e estruturas de armazenamento. Essa divisão existe porque um projeto de 5 kWp para uma loja de bairro e um projeto de 500 kWp para uma indústria exigem times, prazos e engenharia completamente diferentes, mesmo sendo ambos “energia solar para empresas”.
Como dar o primeiro passo com segurança
Antes de qualquer contrato, vale entender os números reais do seu negócio. Para empresas do Grupo B com consumo mais simples, a calculadora de energia solar da Multiluz Solar já dá uma primeira estimativa de economia a partir do valor médio da conta de luz. Para empresas do Grupo A, com demanda contratada e tarifas diferenciadas por horário, o recomendado é uma conversa direta com a equipe técnica, já que o dimensionamento depende de variáveis que uma simulação simples não capta.
Em ambos os casos, vale também considerar as opções de financiamento para energia solar, já que muitas empresas optam por preservar o caixa e pagar o sistema com parte da própria economia gerada na conta de luz.
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Conclusão
Energia solar para empresas não é mais um diferencial de sustentabilidade, é uma alavanca direta de redução de custo operacional, especialmente porque o consumo comercial concentrado durante o dia maximiza o aproveitamento da geração solar. Seja um pequeno comércio do Grupo B ou uma indústria do Grupo A com demanda contratada elevada, existe um caminho técnico correto para reduzir a conta de energia, mantendo a operação dentro das regras tarifárias vigentes.
O Grupo Multiluz atende essa jornada completa: a Multiluz Solar cuida de comércios e empresas de pequeno e médio porte, e a MTZ Solução em Energia leva engenharia especializada para indústrias e grandes projetos.
Simule sua economia agora na calculadora da Multiluz Solar ou fale com a nossa equipe pelo WhatsApp do Grupo Multiluz.
Perguntas Frequentes
Empresas do Simples Nacional também podem ter energia solar?
Sim. Qualquer empresa pode instalar energia solar e reduzir a conta de luz, independente do regime tributário. A diferença é que empresas do Simples Nacional não têm acesso direto ao benefício de depreciação acelerada do sistema, disponível principalmente para empresas no Lucro Real.
O que é demanda contratada e como ela afeta o sistema solar?
Demanda contratada é a potência máxima, em kW, que uma empresa do Grupo A reserva junto à distribuidora. Ela é cobrada como valor fixo mensal e, normalmente, o sistema solar não reduz esse custo, além de limitar a potência máxima que pode ser instalada sem ajuste prévio no contrato.
Energia solar reduz o Imposto de Renda da empresa?
Para empresas no regime de Lucro Real, sim: o sistema pode ser depreciado como ativo imobilizado, reduzindo a base de cálculo do IRPJ e da CSLL ao longo dos anos. Para empresas no Simples Nacional ou Lucro Presumido, o benefício não se aplica da mesma forma. Consulte um contador para avaliar o seu caso.
Qual o payback médio para empresas?
Varia conforme o porte e o grupo tarifário, mas costuma ficar entre 2 e 4 anos para pequenos e médios comércios, podendo ser ainda mais rápido em empresas do Grupo A com tarifa mais alta e consumo concentrado durante o dia.
Minha empresa é pequena demais para energia solar?
Não. Pequenos comércios e escritórios do Grupo B costumam ter alguns dos paybacks mais rápidos do mercado, justamente porque concentram o consumo durante o horário comercial, quando a geração solar é maior.

